Por uma nova Canudos
Agora eu quero a carne nobre, trocando em miúdos
Rimador louco, trouxe o flow faz-tudo
Linhas de soco porque as suas não são nem cascudo
Me oponho ao mundo bisonho ouvindo B.I.G
Pra me libertar componho feito Dina Di
Fecharam as portas, proponho vamo invadir
Na rua é que eu construo meu sonho, B.Y.D
Estrago feito na fronteira
Me apeguei na BIC pra não apegar na biqueira
Ninguém vê ninguém, sociedade civil na beira
Saramago previu é o ensaio sobre a cegueira
Eu tô mais prece e menos pressa
Se pá virei negacionista, só acredito em rima impressa
É minha revanche então sinta essa
Ganhei no par ou ímpar, você começa!
Novo dia, novo começo
Nova vida, noite mal dormida é o preço
Mudo meu mundo com um novo verso no beiço
E mudo cuido do meu universo no berço
Redefinido igual negócio da China
Era Ex-Machina, ponho em tracks Muxima
Todo esse sangue tá na mão de quem assina
O que pra nós é chacina, pros boys é faxina
Imenso suplício
Minha melhores ideias vem do Vale do silêncio, nada a ver com silício
E o que eu fiz na cisma, mudança de prisma
Verdade absoluta que liga Cristo e Krishna
Crivos, crises, crimes, um sortilégio
Pra quem se achou malandro e era só mais um Sérgio
Valor ou Carma, pega esse presságio
A vida é uma estrada, não esquece do pedágio
Primeiro você deve mostrar as nuvens esparsas e reviradas, arrastadas pelos ventos,
misturadas com colunas de areia subindo da praia e folhas e galhos varridos
e dispersos com outros objetos leves que giram no ar
enquanto o mar respinga em volta
e a atmosfera tempestuosa assume a forma de uma névoa densa e sufocante
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