Vejo as gotas a cair no vidro,
nem reparei que estava a chover.
Amor, nós vamos a cento e vinte
numa altura em que não é suposto ir a correr.
Não temos culpa, temos os dois pressa,
quando aquilo que interessa é o caminho.
Há horas perdidos na conversa,
sem percebermos que a pressa é que é o inimigo.
Qual de nós dois vai pagar a multa?
O carro é meu, mas a conversa é tua.
Qual de nós dois vai pagar a multa,
entregar a carta
e assumir a culpa?
Saudades de quando o tempo era nosso,
mas, às tantas, a velocidade muda.
Qual de nós dois vai pagar a multa,
entregar a carta
e assumir a culpa?
Já não há gotas a cair no vidro,
nem reparei que parou de chover.
Amor, quando eu não ia a cento e vinte,
a paisagem era bonita e dava pra ver.
Dava pra ver o que hoje é só lembrança,
dava pra ver casas e um “para sempre”.
Às vezes basta baixar a mudança,
porque o limite é o mesmo e nós estamos diferentes.
Qual de nós dois vai pagar a multa?
O carro é meu, mas a conversa é tua.
Qual de nós dois vai pagar a multa,
entregar a carta
e assumir a culpa?
Saudades de quando o tempo era nosso,
mas, às tantas, a velocidade muda.
Qual de nós dois vai pagar a multa,
entregar a carta
e assumir a culpa?
Não dá pra dividir a culpa, dividir a multa e avançar.
Não dá pra dividir a multa, dividir a culpa.
Qual de nós dois vai pagar a multa?
O carro é meu, mas a conversa é tua.
Qual de nós dois vai pagar a multa,
entregar a carta
e assumir a culpa?
Saudades de quando o tempo era nosso,
mas, às tantas, a velocidade muda.
Qual de nós dois vai pagar a multa,
entregar a carta
e assumir a culpa?
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