Saulo de Tarso

Saulo de Tarso - Será

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Será...

 

I

Será que vês realmente aquilo que dizes ver?

Será que és aquilo que observas no espelho?

Será que vês a essência ou te fixas na aparência?

Será que vês correcto ou só vês o que a imprensa?

 

Mostra como recorte de toda realidade,

Como se fosse o todo num só click abarcado,

Será que vês aquilo que realmente tu devias ver?

Ou apenas aquilo que tu podes e queres?

 

Será que falas daquilo que devias falar?

Ou falas realmente aquilo que tens pensado?

Será que a liberdade de expressão vive em ti?

Será que prestas atenção naquilo que dizes?

 

Será que quando falas tu te fazes compreender?

Quando calas, quem pode a tua linguagem perceber?

Falamos todos dias sem descanso, reflecte!

Em tudo aquilo que falas quando vais e quando vens!

 

(Discurso Radiofónico 1)

Os homens vivem, normalmente, na zona de conforto. Fazendo aquilo que exige menos esforço. É por isso que evitam ver mais do que vêem, pensar mais do que pensam, e vivem mais, além do que podem viver.

 

II

Será que tu escutas, será que ouves bem?

Aquilo que os outros dizem, és capaz de compreender?

Quanto esforço tu fazes para que os outros sejam acolhidos?

Ouvidos são dois quem tu tens obedecido?

 

Nesta sociedade industrial e transparente,

Em que muitas são as leis e poucos são os segredos,

Cuidado com o que escutas e quem escutas ainda hoje!

Será que ainda lutas contra quem te prende hoje?

 

Será que pensas no que pensas ou tens pensado?

Ou apenas tu pensas naquilo que foi pensado?

Pensar é um serviço que deve ser prestado,

À toda humanidade que de todos tem esperado algo.

 

Algo novo ou meramente diferente,

Pois há mais imitadores que Ortegas y Gassets,

Há repetidores, papagaios em maquetes,

Tu sê original como fundador da Next!

 

(Discurso Radiofónico)

Eu admiro S. Francisco de Assis , 

porque é um daqueles homens que compreendeu que nós podemos fazer sempre mais. 

Na sua famosa oração: 

“Senhor , fazei de mim instrumento da vossa paz”, 

ele pede muitas coisas em que ele exige fazer sempre esforço: 

compreender mais do que pode ser compreendido, 

amar mais do que pode ser amado,... 

porque há muitos que podem odiar, 

muitos podem duvidar, ofender e dividir. 

Mas há poucos que podem amar, acreditar, perdoar e unir.